from Vizzavi

I translated this by relying on an online translator, three years of high school Spanish, and things I learned in linguistics classes about sound changes in the Romance languages. I think I did a pretty good job considering that I don’t speak Portuguese. –Anna

Thalia Zedek em Entrevista (10 de Julho)

Thalia Zedek, ex-vocalista e guitarrista dos Come, gravou um álbum a solo, “Been Here and Gone”, que será lançado no final deste mês. Thalia encontrou um novo estilo, muito diferente daquele que tinha em Come, Uzi ou Live Skull, que faz lembrar Kristen Hersh. Acompanhada por um piano, Thalia apresenta-se com uma naturalidade e simplicidade, que passa para a música que toca.

Quando é que te começou a interessar este tipo de sonoridade, tão diferente da dos Come?

Acho que foi numa digressão, ainda com os Come, que fizemos uma canção calma, só com pianista e resultou bem assim. Foi há muito tempo, penso que foi antes de termos gravado o último álbum dos Come. Depois, gravámo-lo e era muito estridente, alto. Mas acho que prefiro fazer coisas mais calmas, cantar temas mais lentos. Durante muito tempo, o gozo era outro, mas acho que, mais tarde, as coisas mudam. Começou por ser complicado cantar só com um instrumento, só eu e o pianista. Mas agora é o tipo de música que mais me interessa, escrever e interpretar.

Identificas-te mais com este tipo de som…

É isso. Divirto-me mais a cantar acompanhada por um piano do que por guitarras. Ainda gosto muito de guitarras mas não é a mesma coisa.

Quando compões as tuas músicas, tens alguma preocupação com o tipo de ambiente que elas vão criar ou não dás muita importância a esse tipo de “consequência”?

Não penso nisso enquanto escrevo, não nessa fase. É natural surgirem esse tipo de questões quando escolhemos o alinhamento dos temas. Pensa-se sempre naquilo que as pessoas vão sentir ou pensar depois de ouvirem o álbum, mas não tem nada a ver com o processo de escrita.

Mais especificamente sobre “Been Here and Gone”, escolheste interpretar três temas bastante distantes entre eles, “Dance Me to the End of Love”, “1946” e “Manhã de Carnaval”? Como e porquê os escolheste?

A música de Leonard Cohen, escolhi-a porque sempre gostei muito dela. Um dia, pediram-me para interpretar uma música na festa de aniversário de um amigo de um amigo e havia um piano na sala. Ele era bastante mais velho que eu e, como gostávamos os dois de Leonard Cohen, escolhi cantar o “Dance Me to the End of Love”.

Sempre gostei muito dessa música e acho muito apropriada para alguém que está a envelhecer, quando já se viveu bastante. (risos) Soa muito bem, com o piano e fiquei contente por ter conseguido pô-la num disco.

“1926” é uma música escrita pelos V:, uma banda do início dos anos 80 de que gosto muito. Sempre gostei desse tema, estava incluído no disco que lançaram imediatamente antes de se terem separado.

E “Manhã de Carnaval”?

Quem me mostrou o tema foi uma pianista, Beth, que é também professora de piano. Mas já o tinha ouvido antes numa colectânea e tinha gostado muito, só soube mais tarde que era um clássico no Brasil.

Thalia Zedek Interview (July 10)

Thalia Zedek, former vocalist and guitarist of Come, recorded a solo album, “Been Here and Gone,” that will be released at the end of this month. Thalia found a new style, very different from what she had in Come, Uzi or Live Skull, which reminds one of Kristen Hersh. Accompanied by a piano, Thalia displays a naturalness and simplicity that transfers over to the music it touches.

When did you start to become interested in this type of sound, so different from the one of Come?

I came across it during a jam session with Come, when we made a mellow song with a pianist, and the results were good. It was a long time ago, I think it was before we recorded the last Come album. Later, we recorded it and it was very shrill, high. But I find that I prefer to make calmer things, to sing slower songs. During that time, I enjoyed other styles, but now I find that, later, things change. In the beginning it was difficult to sing alone with an instrument, only me and the pianist. But now it’s the type of music that interests me more, to write and to cover.

You identify yourself more with this type of sound …

Yeah. I have more fun when I sing accompanied by a piano than by guitars. I still really like guitars but it’s not the same thing.

When you compose your music, do you have some concern about the kind of mood that it creates or do you not place much importance on this type of “consequence”?

I don’t think about that while I write, not during that phase. It’s natural that such questions will arise when we choose the order of the songs. What people will feel or think after hearing the album is always taken into consideration, but that doesn’t have anything to do with the writing process.

More specifically, on “Been Here and Gone,” you chose to cover three significantly different songs, “Dance Me to the End of Love,” “1926,” and “Manhã de Carnaval.” How and why did you choose them?

The music of Leonard Cohen, I chose it because I always liked it a lot. One day I was asked to cover a song at a friend of a friend’s birthday party, and they had a piano in the room. He was a lot older than me, we both liked Leonard Cohen, and I decided to sing “Dance Me to the End of Love.”

I always liked that song a lot and thought it’d be very appropriate for someone of that age, whose life was already full (laughs). It sounds really good with the piano and I was happy to be able to put it on the record.

“1926” is a song written by V, a band from the early ’80s that I really liked. I always liked that song, and it was included on the record that they had released immediately before breaking up.

And “Manhã de Carnaval”?

The pianist, Beth, who is also a piano teacher, showed the song to me. But I already had heard it before on a compilation and had liked it a lot, and only found out later that it was a classic in Brazil.

Advertisements